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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

25
Mai16

E vão 86!

Maria do Rosário Pedreira

Comecei a frequentar a Feira do Livro de Lisboa ainda ela tinha lugar nos passeios centrais da Avenida da Liberdade; e, desde que trabalho na edição, ou seja, desde 1987, não falhei um ano de feira. Primeiro, porque trabalhei dentro da barraquinha a vender livros (era um bom complemento de ordenado na altura, asseguro-vos) e aprendi, aliás, muito sobre os leitores e os seus vícios com essa experiência. Depois, porque passei a ter muitos autores portugueses no catálogo e, por isso, a acompanhá-los nas sessões de autógrafos. Ora, começa amanhã mais uma «Via-Sacra» (eu gosto, mas são três fins de semana e três feriados a trabalhar), que é – ao mesmo tempo – a 86ª Feira do Livro de Lisboa, aberta até dia 13 de Junho. A programação é variada, com actividades dirigidas às crianças, música, debates, lançamentos e muito mais, mas o que interessa mesmo é que, no Parque Eduardo VII, estarão pavilhões de quase todas as editoras portuguesas (mesmo as pequenas estarão representadas num stand colectivo, como é costume) e, como tal, vai ser possível meter o nariz em tudo o que é livro e, como sempre, comprar com desconto. Ideal, diria eu, para os Extraordinários. Vamos lá?

 

Errata: Ontem, publiquei aqui um post a anunciar uma novidade, mas afinal tinha caruncho, ou seja, baseava-se numa notícia de 2010; pior do que isso, a informação não estava correcta, como me fizeram saber várias pessoas em comentário. O apoio para a digitalização da biblioteca de Pessoa foi conseguido por Inês Pedrosa, quando era directora da Casa Fernando Pessoa, e não por quem mencionei. Peço-lhe, pois, desculpa, e também, claro, aos leitores deste blogue. A minha fonte foi, ao contrário do que me lembrava (mas confirmei ao chegar a casa), um post deste ano de um blogue brasileiro chamado Colunas Tortas; mencionava de facto 2010 (eu estava desatenta, confesso), mas, ao anunciar a digitalização da biblioteca online, dizia: "Esta iniciativa reuniu uma equipa de investigadores, incluindo Jerónimo Pizarro, e o apoio da Fundação Vodafone Portugal que possibilitaram a digitalização integral e publicação online da biblioteca." Em suma, passe o paradoxo, não nos podemos fiar em blogues...

 

 

2 comentários

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    António Luiz Pacheco 25.05.2016 12:32

    Ora e semos dois! Bom, eu acho que não tenho mau-feitio... mas inteiramente de acordo nessa estranheza sobre as afirmações de que não se lê e que o sector está mal ... e depois é ver livros às carradas por toda a parte!
    Enfim, como profissional e como consultor, nunca vi ninguém reconhecer que o negócio vai bem quando vai bem... se vai bem queixam-se!
    Paradoxal e inacreditavelmente, quando as coisas vão mal, diz-se que estão a andar, devagar mas vai, vão-se safando... etc. o que é uma redonda e cabeluda mentira e já o sei há muito!
    Creio que o que nos falta é mesmo a atitude e o optimismo, mas também tenho uma teoria:
    Diz-se que está bem quando vai mal, por vergonha! Nós temos vergonha e horror ao fracasso! O fracasso não é uma circunstância e uma ocorrência, é algo de definitivo!
    Diz-se que está mal quando vai bem, porque temos medo das invejas e do mau-olhado... dá azar dizer que está bem!

    Saudações desta terra à beira do Cavaco plantada!
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