Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

21
Mai21

Erros de ortografia

Maria do Rosário Pedreira

Comentava há uns tempos com uma escritora portuguesa a quantidade de erros ortográficos que se vêem escarrapachados em todo o lado: no Facebook, nos blogues, nos rodapés dos noticiários da televisão, nos livros daquela editora a quem os autores pagam, até em alguns jornais (há uns anos, um artigo de um jornalista acima de qualquer suspeita tinha como destaque uma frase em que aparecia a palavra «enchame», que ferroada!). No melhor pano cai a nódoa, e é possível que eu própria, apesar de mil cuidados, já tenha cometido algum erro deste tipo. Devemos corrigir as pessoas que conhecemos (sempre em privado, claro!) e tentar que não repitam os erros. Mas que fazer se a própria universidade (em Inglaterra, pelo menos) está a aceitar, perdoar e desvalorizar os erros de ortografia dos estudantes numa tentativa de compensar os alunos que não puderam gozar de uma educação de excelência e frequentaram escolas sem condições? Percebo que tem mais hipóteses de não dar erros quem foi bem ensinado; mas não deveriam ser dadas condições a todas as escolas para ensinarem bem a língua em vez de borrifar para isso e depois desculpar com base no infortúnio? Ainda que as intenções sejam boas, um professor de Inglês que dá erros de ortografia devia ser professor, mesmo de uma escola com alunos difíceis? Um aluno que dá imensos erros na sua própria língua desde pequeno deveria passar de ano? Devemos deixar arrastar estas situações de desconhecimento da língua até à universidade e depois retirar-lhe importância e dizer que não podemos prejudicar mais os que já foram prejudicados pelo ensino anterior? Enfim, parece que tudo redunda sempre no mesmo: a educação. E tem de haver coragem para nivelar por cima, escrutinar e gastar dinheiro a sério com ela. Mais nela do que nos bancos.

30 comentários

Comentar post

Pág. 1/2

A autora

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2010
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D