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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

08
Jan19

Escolhas

Maria do Rosário Pedreira

Como sempre, os jornais de final de ano encheram as suas páginas de listas de livros, discos, peças de teatro, exposições, etc., classificando-os como os melhores de 2018. Fico sempre um pouco reticente com algumas das escolhas, sobretudo quando recaem sobre livros que já saíram há muito tempo e têm apenas uma nova edição (às vezes, com a tradução de sempre), ou pequenas obras de nicho (só para meia dúzia), ou até livros que não foram sequer traduzidos. Mas, pronto, que fazer? Eu própria não resisto a passá-las a pente fino, e a última que me veio parar à mão foi a do Centro Nacional de Cultura (CNC) que, na ficção, inclui vários livros e autores com os quais tenho bastantes afinidades e ligações: Memórias Secretas, de Mário Cláudio, por exemplo, que publiquei com muito gosto e constrói as memórias de heróis de BD; mas também os mais recentes romances de João Tordo e Djaimilia Pereira de Almeida (escritores de quem publiquei as obras de estreia); a obra completa de Maria Judite de Carvalho (uma grande senhora da nossa literatura que por acaso é também avó de uma querida amiga) e até o romancista principiante Rui Lage (com o livro O Invisível, que gira à roda do Pessoa e li numa versão anterior à que ganhou o Prémio Agustina Bessa-Luís). No ensaio, o primeiro lugar foi para um livro de Romero Magalhães sobre o Algarve no século XVI (o professor morreu há pouco mais de uma semana, nem sei se chegou a saber), seguindo-se-lhe o livro de Onésimo Teotónio de Almeida sobre a ciência na era dos Descobrimentos. Na poesia, deu-se primazia à obra completa de Ramos Rosa. O CNC fez uma lista de que gostei, para variar.

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