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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

06
Set16

Escrever sem erros

Maria do Rosário Pedreira

Há quem pense que os doutores (os que tiraram um curso universitário, enfim) ou mesmo os escritores não dão erros, mas a verdade é que muitos, mesmo tendo estudado, escrevem de forma incorrecta, sobretudo palavras que ouviram muitas vezes mas nunca viram escritas. Eu, por exemplo, escrevia «atarrachar» em vez de «atarraxar», que é a forma correcta, até ver a palavra escrita por alguém que respeitava e ter conferido no dicionário que andava enganada havia muitos anos. Acontece a muito boa gente e não é crime, mas devemos obviamente tentar evitar escrever com erros. Marco Neves, que se tem vindo a especializar na área da revisão, dá umas dicas no blogue Certas Palavras para nos ajudar a corrigir os erros ortográficos, entre elas, claro, ler muito, ler cada vez mais. Porém, aconselha também a que sejamos humildes e aceitemos que não sabemos tudo, o primeiro passo para desconfiarmos de nós próprios e irmos ver tudo aquilo de que não estamos 100% seguros, aprendendo assim a rever os nossos textos antes de os mostrarmos a alguém, embora possamos pedir a um amigo em quem tenhamos confiança nestas coisas que os leia também (quatro olhos vêem mais do que dois). Os dicionários são igualmente de grande ajuda, entre eles o do processador de texto, que sublinha habitualmente palavras mal escritas a vermelho no ecrã do computador; mas não chega – um bom dicionário online ou em papel faz muita falta e consegue tirar muitas dúvidas. Rever com cuidado é também meio caminho andado para limpar gralhas; e ter a noção dos erros que cometemos mais frequentemente para estarmos mais atentos a esses também se revela fundamental. Se quiserem espreitar o blogue de Marco Neves, façam-no, pois vale muito a pena.

2 comentários

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    Joaquim Jordão 06.09.2016

    Não leve a mal, mas essa da argália / algália faz-me lembrar aqueles versos que o chulo (ou será xulo?...) dedicou à sua “protegida”:

    «Os teus olhos têm álcaro,
    Também têm resmatível.
    Quando olho para eles
    Até me mete impossível.”
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