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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

03
Out18

Escritores ingleses e restaurantes indianos

Maria do Rosário Pedreira

Um dia destes, no Facebook, a tradutora Tânia Ganho estava a mostrar a maravilhosa capa do mais recente romance de Alan Hollinghurst (reproduzo-a abaixo, uma vez que o livro é publicado pela minha colega Carmen Serrano), de que foi a tradutora. E lembrei-me de que jantei com o Manel e esse mesmo Alan Hollinghurst há muitos anos (quando saiu A Linha da Beleza) num restaurante indiano que ficava perto de Santa Apolónia (não juro, mas tenho ideia de que o autor inglês era vegetariano). Entre outras coisas, recordo-me de ele ter adorado aqueles brincos que acendem e apagam na orelha de um indiano que vendia flores e coisas desnecessárias (que não comprámos). O Manel disse-me pouco depois que outro escritor britânico que também publicou, Jonathan Coe, lhe contou que, um dia, a operadora de telefone que usava lhe deu a hipótese de não pagar as chamadas para os três números que ele mais ligava (era uma campanha); Coe julgava que o que estava no topo dos seus telefonemas era o da mãe, mas a operadora verificou que não, que era o do restaurante indiano com serviço de entrega ao domicílio que havia ao virar da esquina. Imagino que os escritores portugueses sejam mais do género de comer comidinha caseira… mas, com tanta motorizada pela cidade, talvez recorram ao Uber Eats. Alan Hollinghurst vem a Portugal, a Óbidos, para o lançamento do novo romance.

 

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