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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

19
Mai17

Le temps des cerises

Maria do Rosário Pedreira

Quem gosta de cerejas procura sobretudo as de Resende ou então, mais fáceis de encontrar, as do Fundão (dizem que muitas vão direitinhas para a fábrica dos bombons Mon Chérimon cherry também soaria bem – mas ainda é possível encontrar muitas cerejinhas de qualidade nas frutarias portuguesas). E, neste tempo de cerejas, é mesmo para o Fundão que vou mais logo com o Manel e a minha amiga fadista Aldina Duarte, para participarmos no Festival Literário da Gardunha, que decorrerá durante todo o fim-de-semana. O festival inclui residências literárias e artísticas, uma feira do livro, exposições, teatro, música e actividades nas escolas. Além disso, o programa compreende vários lançamentos de livros e revistas literárias e uma série de mesas-redondas dedicadas ao tema da viagem (numa multiplicidade de sentidos), nas quais poderemos ouvir, entre outros, Carlos Mendes de Sousa, Lopito Feijó, Nelson Motta, Laborinho Lúcio, Manuel da Silva Ramos, Afonso Cruz ou Miguel Manso. Sábado à noite Cristina Branco vai cantar canções de Chico Buarque com o acompanhamento do trio de Mário Laginha e, no domingo de manhã, haverá uma caminhada poética de duas horas e meia (se quem caminha duas horas e meia vai dizer poemas, vamos ouvir certamente ofegar). Enfim, um bom programa de fim-de-semana, com muitas cerejas para a sobremesa. O pior vai ser voltar na segunda...

2 comentários

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    António Luiz Pacheco 20.05.2017

    Meu caro, cerejístamente falando, Alenquer foi a pátria das cerejas, num passado ainda recente, assim como Resende (Viseu) e o Douro (Lamego, Penajoia, Santa Cruz), Alfândega da Fé (Trás-os-Montes). A Sul, há a cereja de Portalegre, a de S. Julião.
    A cereja dá-se nas zonas montanhosas planálticas, como são Trás-os-MontesDouro e Beiras, ainda a Serra do Montejunto e a de S. Mamede.
    A referência mais antiga à cultura da cereja é justamente em Lamego.
    (Que faz teu pai em Maio? Come cerejas ao borralho!)
    A S. Julião e as "de saco" serão das poucas variedades autóctones, já que a maioria das outras e modernas, são de origem francesa ou espanhola.
    Ali em frente, na Espanha também se produz muita cereja, no famoso vale do Jerte - Extremadura. E há certamente ligação entre elas...

    Um bom fim de semana, cerejal!

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