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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

05
Jan18

Livros?

Maria do Rosário Pedreira

Um dia destes, fiquei estarrecida com uma menina de uns três ou quatro anos que abancou na mesa de uma cafetaria com os pais e uma irmã mais velha, pôs num segundo uns auscultadores verdes fosforescentes, abriu um Mac portátil daqueles muito fininhos, ligou-o, pousou-o na mesa e desapareceu dali para parte incerta até chegar um prato de esparguete à bolonhesa uns vinte minutos mais tarde... Assustador, garanto, um alheamento inacreditável (e os pais nada ralados com isso, claro). Este tipo de comportamento explica, aliás, porque se fazem piadas como aquela em que dois miúdos andam à procura das pilhas num livro... Mas entre as coisas inventadas com humor e a realidade é, infelizmente, um passinho miúdo. A escritora Luísa Costa Gomes partilhou na sua página do Facebook um anúncio que estava na OLX no dia 22 de Dezembro último e que deve fazer-nos reflectir sobre os tempos que atravessamos. Começava assim: “Vendo livro novo para quem gosta de ler tipo romances.” (A redacção é, já de si, bastante má e oral...) E, depois da fotografia do dito romance (na verdade, imagens da capa e contracapa de uma obra intitulada Shangai Baby, de Wei Hui, em inglês), a conversa era esta (cito): “vendo um bom livro de romance supostamente está novo nunca foi lido. troco por tsirts tm de marca em bom estado.” Enfim, nem sei para que continuo eu a fazer livros…

 

2 comentários

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    António Luiz Pacheco 05.01.2018

    Uma opinião pouco esclarecida essa, a do El Pais.... acho eu!
    A partir de uma dada idade não trocamos os romances pelos ensaios, etc. O que sucede é que ALARGAMOS o nosso leque de leituras a esses tema, o que não significa que haja migração e nem substituição absoluta.
    Direi antes que ler romances em idades maduras, apenas nos torna mais exigentes e para isso existem sempre os clássicos e os grandes romances, os eternos! Que muitas vezes só lemos depois de maduros, por razões dessa mesma maturidade.

    Enfim... é o que penso pelo que converso com outros leitores e pela minha experiência pessoal.

    Saudações maduras cá do Bairro Ribatejano.
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