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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

06
Dez18

Livros para grandes e pequenos

Maria do Rosário Pedreira

Muita gente estranhou que, no mês passado, ao escolher alguns dos livros portugueses que considero importantes saídos já neste século, tivesse seleccionado um infantil e outro juvenil. O primeiro era O Meu Avô, de Catarina Sobral, uma preciosidade de que tive conhecimento por mero acaso (num blogue de livros lidos em voz alta, da responsabilidade de Rita Pimenta, do jornal Público); é maravilhoso, não só porque retrata admiravelmente e com muito humor a vida de um reformado português que sabe aproveitar o tempo livre, mas também porque tem ilustrações que piscam o olho à grande arte, como a cena do piquenique, que é nada mais nada menos do que um remake do Déjeuner sur l’herbe, de Renoir. Ao juvenil, Irmão Lobo, de Carla Maia de Almeida e António Jorge Gonçalves, já aqui dediquei um post inteirinho e continuarei a recomendá-lo a toda a gente, adultos incluídos, pois é uma jóia rara, que fala de coisas muito sérias, como a derrocada de uma família por causa do desemprego. E, aproveitando o balanço, quero dizer que, se tem crianças na família – ou a quem oferecer presentes de Natal –, está por aí mais um livro que vale muito a pena. Ganhou o Prémio Lusofonia Matilde Rosa Araújo e chama-se Julião, o Melro-Poeta. Ora, há duas boas razões para o recomendar: a primeira é que a sua autora, Sofia Fraga, trabalhou comigo e é minha amiga (risos) e gostei muito da sua estreia na literatura (A Tartaruga Celeste e o Menino Que Chorava Música, de que já aqui falei); a segunda é que este livro está cheiinho de poemas do tal melro Julião, que tem tudo para ser o vencedor de um concurso de poesia, e é muito bom que haja livros que fomentem a leitura de poesia (está bem, sou parte interessada, e daí?). E agora já sabem: toca a comprar livros aos miúdos em vez de telemóveis, tablets e outras tralhas do tipo.

 

P. S. Mais logo, pelas 21h30, Nuno Camarneiro estará na biblioteca da Figueira da Foz para falar do seu último romance, O Fogo Será a Tua Casa. Se estiver por perto, apareça.

6 comentários

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    Bea 07.12.2018

    quem envia uma flor não se deixa estar como está:).
    Bom Dia! É sexta!
  • Boa tarde.
    Em termos de "amor platónico", convém ao apaixonado, apresentar postura "de carneiro mal morto", na esperança de que a mulher amada se desfaça em lágrimas. O apaixonado, serve-se de um(a) intermediário(a) para entregar um objecto à amada, escreve mensagens em eucalipetos, atira-se abaixo de um passeio (de 15 cms de altura). Quanto ao "estar como está": convém hibernar e ter fé na sua "estrelinha". Saudações bloguisticas. fl
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    Bea 07.12.2018

    hummmm...o senhor sabe imenso de platonismo amoroso:). Eu calipeto, tu calipetas, ele calipeta.
  • Boa tarde.
    Dom ou Dª.Bea (conforme o caso): Os meus parabéns pela sua entrada fulgurante, em sena, que aplaudo e agradeço. O motivo porq lhe respondo é também para o/a informar de que estou a comentar (aqui neste blog) no post "O QUE ANDO A LER". Gostaria que fosse lá, dar uma vista de olhos nos meus comentários. Não é para concordar ou discordar, (isso é de somenos importância) mas, sim, saber se têm algo a acrescentar, perguntas a fazer sobre as propostas que apresento e, se se revê nelas. Nota: a colocação de poemas aqui, são uma uma espécie de "provocações" em formato "mensagens por fumos", para "avisar a malta". Cumprts. fl
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    Bea 09.12.2018

    mas se eu nem falei de Sena...
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