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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

06
Fev20

Meios de comunicação

Maria do Rosário Pedreira

Os jornais enfrentam uma crise terrível, em parte – julgo eu – porque as redes sociais ocuparam o seu espaço e passaram a servir de meio informativo para quase toda a gente. Quantas vezes sabemos de um atentado, uma morte, um prémio, pelo Facebook antes de ele ter chegado ao telejornal? Por outro lado, as pessoas vão aos sites dos jornais (muitos deles gratuitos) ler o que lhes interessa e desabituaram-se de comprar o jornal em papel, até porque as redacções passaram a ter mais ou menos o horário de uma empresa normal e, de manhã, as notícias estão muitas vezes desactualizadas. Porém, desde que se pode publicar livremente na Internet, também nunca sabemos se o que lemos é verdade ou mentira, até porque há sites especialmente criados para dar falsas notícias e denegrir a imagem de determinadas pessoas ou empresas ou partidos. E o pior é que a ERC (Entidade Reguladora da Comunicação Social), segundo li num jornal, registou como «informativo» um site de propaganda e desinformação. Mas… e se a notícia que eu li é ela própria falsa?

5 comentários

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    Octávio dos Santos 06.02.2020

    Caro António Luiz Pacheco, o jornal que refere, apesar de ser ribatejano, chama-se na verdade «O Mirante» - sou dele um leitor regular e até já me entrevistaram. Quanto ao resto, subscrevo o que afirma, em especial quanto à (falta de) qualidade e isenção da comunicação social portuguesa.
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    António Luiz Pacheco 06.02.2020

    Caríssimo Octávio: fez muitíssimo bem em me corrigir… aliás fica assim provada a falsidade das informações, em geral, ao que não sou decididamente imune nem impune!
    Ahahahah!
    Grande abraço para si.
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    Octávio dos Santos 06.02.2020

    Caro Pacheco, outro abraço para si, daqui de junto à lezíria... ;-) Eu não diria que a informação que deu foi falsa, que esta seja a designação mais correcta. «Falsidade», para mim, soa a intencionalidade (de enganar), e aquilo que o senhor fez no seu comentário inicial foi cometer um erro compreensível e desculpável...

    ... E isto é apenas mais uma demonstração de que é preferível não impôr (novas) censuras e censores mas sim multiplicar as fontes de informação a que recorremos, compará-las, e solicitar a ajuda, o esclarecimento, de quem possa estar em melhor posição para o fazer. Mais: cultivar um saudável cepticismo, e desconfiar dos auto-proclamados, supostamente «encartados», qualificados, «fact-checkers» que muitas vezes mais não são do que activistas interesseiros e (mal) dissimulados.

    Enfim, uma curiosidade: existiu de facto um jornal intitulado «O Ribatejo», que também li durante muitos anos:

    https://omirante.pt/sociedade/2018-07-22-Fechou-O-Ribatejo-jornal-de-Santarem-fundado-por-dirigentes-do-PRD
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    António Luiz Pacheco 06.02.2020

    Como estou afastado há uns anos, não sabia que "O Ribatejo" havia fechado!
    É sempre uma pena e uma má notícia.
    Sou, inevitávelmente, assinante e leitor d' "O Correio do Ribatejo", assinatura herdada aliás ainda de meu avô que era amigo do Dr. Virgílio Arruda… creio que ser assinante é obrigatório a qualquer sacalabitano! Ahahahah!
    Cheguei a assinar alguns artigos e conheço ou conheci muitos dos habituais "correspondentes" ou caras do jornal, desde logo o João Paulo Narciso.
    "O Mirante" é menos familiar e de mais largo espectro diria eu!
    Estes jornais de província, normalmente são éticos diria eu, e se noticiam menos, são mais fiáveis pois embora dêem notícias em circuito fechado ou de interesse meramente local e regional, não noto ou sinto que mintam, que enganem os leitores, o que aliás seria difícil e até se arriscam a ser confrontados ou mesmo levar umas "cachaporradas"... não deixam de ser tendenciosos (politicamente) mas o que seria de esperar quando se lêem artigos assinados por gente de política partidária? Porém, como os conhecemos já sabemos que vão defender a sua dama e isso nem lhes fica mal, desde que não mintam descaradamente, o que até evitam, pelas razões anteriormente referidas: a confrontação directa e em plena rua Direita, se for caso disso, ou no café!
    Portanto, de modo ingénuo, eu diria que a imprensa regional, a pequena e desprezada imprensa local e provinciana, é mais credível!
    No resto concordo inteiramente consigo, e, nunca como hoje houve formas rápidas de se verificar a informação… dou um exemplo, triste, da actual ministra da agricultura e ex-presidente de câmara, como saberá…
    Disse há um par de meses que a agricultura é responsável pelo uso de 77% da água disponível! O que não é correcto… dado que nesses 77% está incluída a água das barragens para a produção de energia que é imensa… é como a tal história de que se eu comer um peixe e outro dois, estatisticamente comemos peixe e meio cada um!
    Mas são assim os políticos e os jornalistas, mesmo que investiguem, depois dizem ou publicam como lhes dá mais jeito para os fins que tenham em vista.
    E nisso reside o nosso problema e a falta de credibilidade tanto de uns quanto de outros!
    Mentem deliberadamente, nem por isso se enganam e se se enganam jamais o admitem, hão-de batalhar no engano até provarem que estão certos!

    Abraço para a Lezíria! Aqui é uma chana…
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