Mil Camões?
Cada um tem o seu Camões, claro, e eu, que sou de certeza para quem me conhece uma adoradora da lírica, amei Os Lusíadas quando os estudei, apesar da divisão de orações que nesse tempo nos obrigavam a fazer; e amei-os não apenas pelo assunto, pela aventura, pela História, pelo Velho do Restelo com quem sinto cada vez mais afinidades, mas por uma enorme admiração por um homem que era capaz de fazer aquilo tudo a rimar e em decassílabos perfeitos. Camões é cantado por vários fadistas, sobretudo Amália, que chocou muita gente quanto se atreveu a isso. E disso falarei qualquer dia num programa que já começou a ser exibido, Mil Vezes Camões, e que vos recomendo ver do início, pois os episódios que já passaram foram muito bons: com a biógrafa do grande poeta, Isabel Rio Novo; com o Miguel Esteves Cardoso (num jardim com gato e lagartixa à mistura); com o académico e escritor Frederico Lourenço, que falou das influências do maior poeta nacional. Quem os entrevista é Jorge Reis-Sá (e faz bem o seu papel, além de ser quem teve a ideia) e quem realiza é Ricardo Espírito Santo (não, o nome é só uma coincidência, podem ficar descansados). Passa na RTP 3, aos sábados, às 18h45 ou lá perto. É informativo, entretém e passa a correr. Não percam.

