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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

09
Out19

O dia do Afonso

Maria do Rosário Pedreira

Depois da magnífica notícia de ontem, a da atribuição do Prémio Literário José Saramago, da Fundação Círculo de Leitores, a Afonso Reis Cabral pelo romance Pão de Açúcar, podemos dizer que hoje é seguramente um bom dia para o autor. Não bastando o galardão, é dia de lançamento de Leva-Me Contigo, a sua obra mais recente, em que relata a odisseia de 24 dias a pé através de Portugal, ora debaixo de chuva, ora debaixo de um calor louco, pela mítica Estrada Nacional 2. Logo à noite, pelas 21h00 (a hora é boa para dar tempo ao Afonso de descansar depois da "festa" de ontem), na Livraria Ler Devagar, no LxFactory, Francisco José Viegas, que pré-publicou na revista Ler um excerto deste livro, vai apresentá-lo, e o cantor Caio vai brindar-nos com algumas canções que servem de banda sonora a um documentário sobre esta viagem. Contamos consigo para dar os parabéns ao jovem autor, quer pelo prémio de ontem, quer pela caminhada de há uns meses, quer pelos seus livros! Apareça.

 

Convite Leva-me Contigo (2).jpg

 

3 comentários

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    António Luiz Pacheco 09.10.2019

    Cláudia… com as devidas distâncias, da idade do tempo e do estilo (o Afonso ainda está longe da genialidade de JA) , mas o tema e os personagens, a forma, podiam ser de Jorge Amado!
    Ponho-o ao nível (salvo pela menor carga… hum, social?) do genial "A raínha do cine Roma" de Carlos Reyes que também brilhou no prémio Leya.
    Creio não estar a exagerar, pois "Pão de Açúcar" fala-nos à alma, à alma dos miúdos em instituições e aos excluídos, como à alma de um velho travesti em completa indigência e na miséria absoluta, mesmo moral.

    Saudações cá do meridiano 13º E !
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    Anónimo 10.10.2019

    Caro amigo, gostaria que a literatura fosse unânime e se lhe faz tendência. Houve diversas vozes nos mais variados estilos e todos se lhe enche graça e atributos a leitura. A intensidade pouco administra o sentido a palavra, mas a domina velada e curiosa. Está para o agrado público o monumento em parques, estações, memoriais... Mas, e os livros?! Qual seria portador se este canal a sede, ou de se lhe matar a sede de leitores. O pouco se tem feito desde Jorge Amado ou Paulo Coelho e por aqui o leitor brasileiro está em pose com hábitos que afinam talvez a identidade de um título, por exemplo Pão de Açúcar, porque não?

    O primeiro momento a literatura tem de buscar este leitor e a possível identidade as causas e em vosso relato, há causas suficientes sem delongas. Lembre "Vox populi, Vox dei". Abraço cá do Atlântico
    Cláudia da Silva Tomazi
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