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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

09
Mai18

O emoji de assustada

Maria do Rosário Pedreira

Não aprecio especialmente os Emojis (e ainda lhes chamo Smiles, mas percebo que os que estão tristes, assustados ou zangados não podem ter nome de sorriso); uso-os muito raramente no Facebook e vou, a partir de agora, desusá-los completamente, e tudo por causa de uma história terrível que me contaram há uns dias. Um colega editor e jornalista, que trabalha actualmente num projecto para crianças e adolescentes, tem uma amiga e colaboradora que é psicóloga clínica e tem estado a estudar muito a sério a dependência dos ecrãs (em particular) e dos aparelhos tecnológicos (em geral) por parte dos mais novos. Contou-lhe ela que, nestes tempos smartfónicos que atravessamos, alguns miúdos já não têm contacto visual entre eles, vivem de cabeça mergulhada nos monitores de telefones, iPads e computadores, e que já atendeu no seu consultório crianças a quem fez um teste: mostrava-lhes fotografias de pessoas aborrecidas, enojadas, tristes, irritadas, felizes, sorridentes – enfim, um sem-número de estados – e era suposto que as crianças em causa identificassem essas emoções-sensações. O problema é que muitas já não são capazes de reconhecer num rosto humano o que a pessoa está a sentir… E, porém, debitam na ponta da língua todos os Emojis possíveis e imaginários que lhes mostram… No futuro, teremos todos um círculo amarelo em lugar de cara? Fiquei muito assustada.

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