Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

23
Set19

O pão que o diabo amassou

Maria do Rosário Pedreira

Mário Lúcio Sousa, o escritor e músico cabo-verdiano autor dos romances O Novíssimo Testamento e Biografia do Língua, ambos premiados e publicados pela D. Quixote, regressa este mês com O Diabo Foi Meu Padeiro, um belíssimo romance sobre a vida de centenas de presos no campo de concentração do Tarrafal, desde a sua fundação até ao seu encerramento (sendo o Tarrafal também o lugar de criação do autor, que ali viveu até ir para a universidade). Por este campo (e pelas privações, doenças e torturas várias) passam muitos homens (no final, uma lista refere-os a todos) vindos da Metrópole e também de Angola e da Guiné, já depois de o campo ter fechado as portas aos portugueses. A várias vozes, todas elas de Pedros condenados à prisão num ano distinto e com um director distinto, esta é uma obra de ficção que interessa também como documento e que ganhou um belo elogio do escritor António Lobo Antunes, muito aproriado a um livro com «padeiro» no título: «Bom como o pão.» E eu, que adoro pão, adorei publicar este livro.

 

diabopadeiro.jpg

 

5 comentários

Comentar post