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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

02
Jun17

O que ando a ler

Maria do Rosário Pedreira

Pronto, agora é a sério... Ontem disse que estava a reler um romance de Han Kang – e é verdade –, mas também preciso de ler alguma coisa musical para ir intercalando com a prosa da sul-coreana que, neste novo livro, dá vários nós no peito, na garganta e no estômago, mesmo à segunda vez (é que agora já a estou a ler na nossa língua e isso muda tudo). E nada melhor do que o luminoso Vinicius de Moraes para encher o coração de coisas boas. Falo de uma das grandes ideias que a Companhia das Letras teve nos últimos tempos, a de publicar em Portugal o Livro de Letras do poeta brasileiro, que inclui tudo aquilo que cantamos de cor enquanto lemos, relembrando as músicas que nos afeiçoaram a essas palavras (de Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell, Pixinguinha) e as vozes que no-las trouxeram (Elizeth Cardoso, Chico Buarque, Maria Creuza, Odete Lara, Amália Rodrigues, além, claro, da do próprio Vinicius, que ora cantava, ora recitava, e era sempre um show). O volume, imperdível, inclui ainda um artigo de Alexandre O’Neill sobre um concerto que Vinicius deu em Lisboa em 1969, um ensaio bastante extenso do crítico José Castello e ainda outro, mais curto, de Eucanaã Ferraz, o poeta que organizou a poesia completa de Vinicius de Moraes. Coisa para me acompanhar “por toda a minha vida”.

 

P.S. Nos próximos dias 5 e 6, não haverá post, vou a Madrid para a Feira do Livro dedicada a Portugal e a sessão de lançamento do meu livro em castelhano. Até dia 7!

2 comentários

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    Anónimo 02.06.2017

    Caríssimo Joaquim Jordão,
    Acabei de ouvir a Bethânia cantar este, bem mais luminoso:

    «Um velho calção de banho
    O dia para vadiar
    Um mar que não tem tamanho
    E um arco-íris no ar
    Depois na praça Caymmi
    Sentir preguiça no corpo
    E numa esteira de vime
    Beber uma água de coco

    É bom
    Passar uma tarde em Itapoã
    Ao sol que arde em Itapoã
    Ouvindo o mar em Itapoã
    Falar de amor em Itapoã»

    Ai, quem me dera estar em Itapoã!
    :-) Antonieta

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