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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

25
Set18

O senhor Lobo Antunes

Maria do Rosário Pedreira

Se há coisa de que não se pode acusar o escritor António Lobo Antunes é de escolher maus títulos: os seus títulos são sempre um primor, mesmo que frequentemente surripiados a versos de alguns dos seus confrades portugueses e estrangeiros, e o do seu mais recente romance não é excepção: A Última Porta antes da Noite. Vai seguramente correr-lhe bem, já que, nos últimos tempos, lhe têm acontecido coisas bem boas – e há períodos assim, em que parece que tudo se conjuga de forma positiva. Pois então, depois do mais famoso escritor português lá fora – Fernando Pessoa, pois claro –, foi a vez de António Lobo Antunes chegar à prestigiada colecção Pléiade, da editora Gallimard, um privilégio de que mesmo muito poucos podem gabar-se. Está contente o senhor Lobo Antunes, e estamos nós, por ver a França distinguir pela segunda vez um autor português, elevando-o à categoria de escritores como Kundera, Proust, Dickens ou Vargas Llosa, para mencionar apenas alguns. Se toda a gente comenta que Lobo Antunes perdeu a oportunidade de ganhar o Nobel da Literatura quando Saramago lho arrebatou há vinte anos, invalidando que o mesmo fosse para a língua portuguesa por um longo período, pois agora deve estar de papinho cheio.

5 comentários

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    Anónimo 25.09.2018

    Pessoa nunca poderia ter o Nobel pois morreu sem obra publicada que o justificasse: apenas a Mensagem e poemas dispersos.
    É como o Van Gogh, nunca conseguiu vender um quadro e hoje é um dos pintores mais amados e mais caros do mundo.
    A vida nem sempre é justa...
    Ana





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    Sandra Neves 25.09.2018

    Pois não: há demasiados pulhas no meio do caminho. Mas há também preços impossíveis de pagar.
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    Anónimo 25.09.2018

    Sandra, confesso que não percebi nada. Está-se a referir ao ALA, ao Pessoa ou ao Van Gogh?
    Ana
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    Anónimo 25.09.2018

    Ana: a todos, bem como àqueles que, não tendo qualquer mérito, vivem para o prejuízo dos outros, impedindo-os de receber o que é justo de acordo com o seu valor.
    Sandra Neves
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