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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

24
Jan19

O sol nas prateleiras

Maria do Rosário Pedreira

Talvez já aqui tenha falado disto, não me recordo; mas, numa busca rápida, não encontrei nada relacionado com o BiblioSol e, como tal, corro o risco de ser repetitiva, mas paciência. Penso muitas vezes, sobretudo por não ter filhos, o que será da biblioteca que eu e o Manel fomos construindo ao longo do tempo e que se vai perigosamente ampliando todos os dias. Até porque, como muitas outras pessoas, sei de  gente que se pelaria por ler e consultar alguns dos livros que ali estão, sobretudo os que já são muito difíceis de encontrar em livrarias e até  em bibliotecas mais pequenas. Pois bem, Renato Soeiro e César Silva propuseram que as bibliotecas privadas passassem a ser «abertas» ao público (com o acordo dos proprietários, bem entendido), no sentido em que muitos estudantes têm se calhar de percorrer grandes distâncias para ir a uma biblioteca ler um determinado ensaio quando, provavelmente, um dos seus vizinhos o tem na estante de casa e não se importaria de lho emprestar. O BiblioSol (é este o nome do projecto) funcionaria então como uma rede de bibliotecas aberta à comunidade: cada dono de  biblioteca inscrever-se-ia num site, disponibilizando-se para ser abordado por leitores à procura de obras específicas. Os leitores fariam o mesmo. E o livro procurado apareceria, provavelmente, com umas trocas de mensagens por e-mail. O BiblioSol estava inscrito no Orçamento Participativo de 2018 e, francamente, não sei se vingou porque nunca mais ouvi falar do assunto (e esta notícia que encontrei lá em casa a arrumar a secretária é de Agosto, pelo que me cheira que não tenha passado nas votações). Mas lá que era bonito, era. Até porque nos permitia falar de vez em quando com gente interessante e interessada e até poder aconselhar outros livros e autores ou receber sugestões. Enquanto, porém, nada acontece, que bata o sol nas nossas prateleiras.

3 comentários

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    Anónimo 24.01.2019

    Olá Bea,

    Também acho que é uma boa iniciativa.
    Pena é que estas ideias cheias de sol por vezes permaneçam na sombra...
    Também não tenho a quem deixar os meus livros (que são muitos), conto doá-los à Biblioteca, mas já pensei ir levar alguns à Prisão. O que quer que se tenha feito, deve ser um conforto ler um livro (para quem gosta de ler, claro) quando se está privado da liberdade.
    Um dia destes telefono ou vou lá...
    Também tenho muitos filmes que já não vou conseguir rever.
    Às vezes um pequeno gesto pode fazer algumas pessoas menos infelizes, quem sabe...
    Dia Feliz para todos.

    Maria
  • Sem imagem de perfil

    Bea 24.01.2019

    Boa Noite:)
    Os meus livros não são assim tantos. E espero que me acompanhem até ao fim ou pelo menos enquanto eu ainda os reconheça. Alguns, a família próxima pode querer. Os restantes, creio que a biblioteca da minha terra não quererá. Se ela já me deu a mim e a outros colegas livros novos e a estrear só porque nunca ninguém os requisitou...bastava escolher daquele montão os que desejássemos. Trouxe uma data deles.
    A ideia de doá-los a uma prisão parece-me bem. É possível que faltem leitores. Mas havendo vontade...estão lá.
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