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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

17
Jul15

Países irmãos

Maria do Rosário Pedreira

Aqui há tempos, quando disse que o Brasil ainda não contava para a internacionalização dos autores portugueses, houve alguém que, num comentário, me pediu que explicasse melhor – e a única explicação que posso dar é a da minha experiência: quase ninguém lê no Brasil os autores portugueses contemporâneos, excepto se ganharem prémios importantes ou forem conhecidos por outras razões. E o contrário é também verdade – muitos dos autores brasileiros que escrevem hoje não são publicados em Portugal, e os que o são quase ninguém os conhece. A situação pode, mesmo assim, melhorar bastante com uma parceria anunciada recentemente pelo nosso Secretário de Estado da Cultura. Ao que parece, lá e cá, as bibliotecas públicas acordaram ter todas à disposição um conjunto de livros considerado uma biblioteca básica que dê um cheirinho sobre a literatura do outro país. O ministro brasileiro disse esperar que a parceria contribua «para desenvolver estratégias que nos aproximem, que fortaleçam a nossa língua e que criem a possibilidade de um intercâmbio e uma proximidade muito maior do que aquela que já temos». Veremos se muda alguma coisa. Eu gostaria de começar por saber de que se comporá essa biblioteca básica…

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