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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

12
Set14

Para que serve um blogue

Maria do Rosário Pedreira

Ao longo de mais ou menos três anos, este blogue recebeu milhares de visitas. Algumas passaram por cá e logo foram à sua vida, outras demoraram-se na casa mais de um ano, mas acabaram por partir, outras ainda gostaram da mobília e fizeram das Horas Extraordinárias uma sala de estar onde se encontram diariamente para conversar. Nestes três anos, a anfitriã – ou seja, eu – foi podendo conhecer melhor uma série de pessoas sobretudo pelo que vão deixando escrito nos comentários. Mesmo assim, foi bastante bom poder pôr rostos nos nomes de alguns dos «passageiros frequentes» e, por isso, agradeço aos que têm aparecido em lançamentos de livros que publico ou passado pela Feira do Livro de Lisboa a cumprimentar e a apresentar-se. Recentemente, aconteceu até uma coisa muito bonita: uma leitora assídua deste blogue, que vive em França, veio de férias a Portugal e mostrou vontade de se encontrar com o Manel e comigo. Nunca nos tínhamos visto, mas, num jantar na «cantina» do nosso bairro com a sua fantástica família (marido e dois filhos ultra-afectuosos), de repente era como se nos conhecêssemos de toda a vida e só estivéssemos, afinal, a pôr a conversa em dia. A Extraordinária Carla Pais (que todos conhecem certamente daqui) adora ler e escrever e, antes de nós, já tinha estado com escritores que admira, aproveitando as férias para travar conhecimento com alguns deles. Não me passaria pela cabeça falar deste caso em particular (a minha gratidão, notem bem, é para com todos os leitores deste blogue) se não houvesse uma razão muito forte para o fazer, uma notícia que – estou certa – deixará contentes todos os Extraordinários: a Carla concorreu com um conto a um Concurso Literário na ilha da Madeira (Prémio Horácio Bento Gouveia) e foi a vencedora! Além disso, decidiu doar parte do valor ao Centro de Apoio Psicopedagógico de São Vicente (na mesma freguesia que atribui o galardão). Eu fiquei muito feliz por ela e partilho a boa-nova para que todos os que se sentam na sala-de-estar ao seu lado todos os dias lhe possam também dar os parabéns. Muito bem, Carla!

3 comentários

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    Anónimo 13.09.2014

    Caro Artur,

    Tenho por hábito elogiar os livros de que gostei muito e abster-me de comentar aqueles que deixo a meio ou leio sem especial prazer. Isto não é nenhum reparo, espero que acredite. Sou assim em muita coisa, não apenas em relação aos livros.

    Apreciei a critica que fez ao livro em questão, porque fundamentada. O seu "a despropósito" poderá sê-lo apenas e só porque o tópico em discussão é outro. Como também saberá, trata-se de um livro editado pela anfitriã deste espaço. Emitir uma opinião negativa ao mesmo aqui (e o mesmo é válido para todos os outros livros), não deverá ser criticável, quando feito da forma que o Artur fez.

    Todos temos direito a uma opinião e este é (assim o vejo) um espaço onde discutimos todos uma paixão em comum: o amor aos livros. A título de exemplo: sei que o Artur gosta imenso de um autor que não me diz muito (igualmente publicado, até há pouco, pela Maria do Rosário), que é o João Tordo. Por muito que o elogie, não tem em mim quem lhe replique os elogios, pelo menos tão efusivamente. Voltamos ao mesmo: tudo uma questão de gostos e opiniões.

    Com isto tudo, o que lhe quero realmente dizer é que o admiro pela franqueza das suas opiniões. Eu prefiro elogiar quando gosto muito e calar quando acontece o contrário, mas digo-lhe ainda isto: quem me dera a mim ter alguém que me desse uma opinião sobre as minhas escrevinhações tão sincera e fundamentada como aquelas que já aqui neste espaço lhe "ouvi".

    Um forte abraço,

    Rui Miguel Almeida
  • Sem imagem de perfil

    Artur Águas 15.09.2014

    Caro Rui Miguel,
    Respeito a sua postura de só dizer bem e abster-se de escrever sobre o que não lhe agrada. É de cavalheiro e de diplomata. Eu como fui emigrante durante largos anos nos USA sou adepto de uma desinibida troca de ideias que lá vi praticada sem que isso criasse formigueiros a ninguém. Há uma franqueza anglossaxónica, praticada no debate da cultura e das ideias, em que a crítica negativa não é confundida com ataque pessoal, e isso, a meu ver, faz muita falta nesta nossa terrinha empurrada para um cantinho paroquial da Europa. Tem o Rui Miguel todo o direito de não gostar dos romances do Tordo (a meu ver devia expressá-lo) , como me reconhece a mim o direito de ter detestado o livro do Rebocho. Agora, pelo respeito que tenho à qualidade intelectual da MRP, não me vou inibir de criticar um livro por ter sido por ela editado (lembrando, como o fiz, que é uma opinião subjetiva e pessoalíssima). Do desencontro de opiniões às vezes surge uma razoável discussão.
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