Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

16
Fev18

Pensamento emocional

Maria do Rosário Pedreira

«O dia não corre melhor se, antes de sairmos de casa, alguém nos disser umas palavras simpáticas?» Era assim que começava uma pequenina coluna do jornal Público a propósito de um encontro sobre «pensamento emocional» e a importância de trabalhar as emoções com os alunos, especialmente se oriundos de meios desfavorecidos e violentos, antes de tentar o evidentemente difícil sucesso escolar. Os professores de algumas escolas reuniram-se para trocarem ideias sobre a matéria, e uma das intervenientes – professora num agrupamento em TEIP (ou seja, Território Educativo de Intervenção Prioritária – as coisas que eu aprendo) – explica que trabalha com pessoas excepcionais e que numa escola problemática o campeão de kickboxing, filho de uma cigana e de um negro, Miguel Reis, dá aulas à miudagem e ensina a trabalhar as emoções de forma física (provavelmente, a libertar a agressividade desportivamente, e não em cima do colega do lado). Não conheço os resultados práticos deste trabalho, mas parece-me que, se as pessoas estiverem de facto mais contentes consigo mesmas, terão mais sucesso, na escola e no trabalho. Não devia era ser preciso debater isto, mas, enfim, sabemos como os problemas de indisciplina se têm multiplicado nas escolas e, por isso, não deve ser fácil aos professores e auxiliares educativos andarem a fazer elogios a alunos  que, provavelmente, preferiam ver pelas costas. Mesmo assim, é bom termos isto sempre presente: uma palavrinha simpática para o outro todos os dias vai fazer dele uma pessoa melhor. E de nós também.

8 comentários

Comentar post