Hoje começa um curso por Zoom ministrado por António Carlos Cortez (professor e poeta) que me apraz divulgar. Tem por título Poesia, Linguagem, Pensamento e vai acontecer até final do mês, duas vezes por semana, das 18h às 20h. Destina-se não apenas a jovens universitários ou professores, mas a toda a comunidade, desde que tenha alguma formação (animadores culturais, psicólogos, investigadores, advogados, médicos e até leitores como nós). É um curso que parte da tese de que o homem, na era em que vivemos (do algoritmo e da pobreza da linguagem tecnológica), está a perder claramente capacidades analíticas para depois tratar a relação entre poesia, linguagem e pensamento e sensibilizar para uma nova forma de pensar, recorrendo à obra de personalidades admiráveis como Steiner, Damásio ou Ortega y Gasset, mas também a poetas como Ramos Rosa ou Manuel Gusmão. Para os interessados, deixo o link abaixo. As inscrições decorrem até 11 de Julho.
Já que o curso que acima referi é de poesia, recomendo a Poesia Completa de Maria Alberta Meneres, se calhar mais conhecida do público pela sua extensíssima obra para crianças, mas uma grande poeta que urge ler.
3 comentários
Anónimo 06.07.2020
Boa noite com alegria
Pergunto se porventura já teve opotunidade de ler alguma coisa de Byung Chul-Han.
Não é poeta mas partilha algumas das preocupações por si expressas.
A Relógio d´Água edita-o em pequenos livros, caros (na óptica do leitor português, que tem á sua disposição, no MB, notas de 10 e 20 eur, não 100 e 200eur como, por ex, os belgas)
Quanto á poesia, também não é a minha praia, mas já "consumo" mais, em doses esparsas.
Prometi a mim mesmo comprar, de Adília Lopes, a sua "Dobra", na feira do livro.
Acho que a poesia deve mexer com o nosso interior.
Oh, sim! Essa obra "Dobra" de Adilia Lopes foi objecto de imensos comentários na Europa durante a tarde de hoje e especialmente em Paris. Uma obra imensa, monstruosa. Até o Nicholas assim entendeu: monstruosos! Com uma vertente ecológica, como na parte em que um ministério do ambiente é oferecido contra a divisão de património protegido tendo sido, compreensivelmente, recusado. Mas quem não tem vergonha ainda se sente capaz de gizar comentários idiotas ao nivel dos seus baixíssimos carácter e inteligência. É caso para parafrasear o rei juan carlos na sua mais certeira tirada: por qué no te callas?