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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

05
Dez18

Pequena grande obra

Maria do Rosário Pedreira

Não sei se sabem, mas o escritor francês Olivier Rolin, autor de muitos romances já traduzidos para português (e falei aqui no blogue de alguns deles), está em Portugal a fazer uma residência literária, encontrando-se hospedado num hotel em Cascais a escrever um livro; e, de vez em quando, vai dar umas aulas e umas entrevistas, janta com editores e autores, dá o seu testemunho literário em universidades e outras sessões. Curiosamente, na mesma altura em que está por cá, sai na Miniatura (uma colecção de «grandes obras em pequenos volumes» da editora Livros do Brasil) um dos seus títulos de que mais gostei: Porto-Sudão. Trata-se de um curto romance que faz todo o sentido reeditar em 2018, passados que estão 50 anos sobre o Maio de 68, porque a revolução estudantil é uma peça importantíssima neste livro; é nela que dois rapazes, que partilham sonhos de um mundo melhor, se conhecem e tornam amigos, separando-se depois e seguindo caminhos muito diferentes (um aburguesado, o outro auto-exilado na cidade de Porto-Sudão, à beira do Mar Vermelho). Vinte cinco anos depois dessa separação, o que está longe recebe a notícia do suicídio do outro e volta a Paris para saber porquê. E mais não digo. Leiam, leiam, que vale muito a pena.

 

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