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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

08
Jan18

Preocupações

Maria do Rosário Pedreira

Vem o post de hoje na senda do anterior (quem não leu está sempre a tempo de procurar) – porque a minha preocupação é muito grande em relação à leitura e porque penso que os aparelhos que põem nas mãos dos miúdos para eles ficarem caladinhos só os desajudam… Leio no jornal Público (é um artigo que guardei para quando tivesse mais tempo e de que só pude desfrutar nas férias) que uma avaliação internacional realizada de cinco em cinco anos mostra que os meninos portugueses do 4º ano de escolaridade lêem hoje pior do que liam em 2011. Nesse ano, que foi o primeiro do estudo, Portugal encontrava-se na 19ª posição e, em 2016, passou para a 30ª!, uma queda bastante acentuada (pior, ao que parece, só o Irão). E o mais assustador é que os alunos deste 4º ano são, aparentemente, os que dizem gostar mais de ler e os que mostram mais empenho nas aulas (nem quero pensar o que seriam então os resultados dos outros anos). Há suspeitas de que mudanças na forma de avaliar possam ser responsáveis pelo fraco desempenho dos alunos; mesmo assim, diz o artigo que, no âmbito deste exercício, “a noção de literacia em leitura assenta não só no saber ler, mas também na capacidade de reflectir sobre o que se lê e na sua utilização para alcançar objectivos individuais e para a vida em sociedade”. Mas como é que querem que um miúdo perceba e reflicta sobre o que lê se lhe dão para a mão tudo menos livros?

2 comentários

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    Beatriz Santos 08.01.2018

    hummm...acho bem. Mas ler para os outros também ajuda. Um professor a ler para os alunos, os filhos para os pais. Com hora marcada, pois. Mas não as histórias para adormecer.
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