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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

25
Fev19

Querida loja de conveniência

Maria do Rosário Pedreira

Keiko foi sempre estranha – e os pais perguntam-se onde encaixará ela no mundo real. Por isso, quando a rapariga vai trabalhar para uma loja de conveniência, a notícia é recebida com entusiasmo, até porque na loja ela encontra um mundo bastante previsível, que domina com a ajuda de um manual e copiando os colegas até na forma de falar. Mas aos 36 anos é ainda na mesma loja de conveniência que trabalha, e além disso nunca teve um namorado, frustrando as expectativas da sociedade… Embora Keiko não se importe com isso, sabe que a família e os amigos estão mais ou menos desesperados. Um dia, porém, é contratado para a loja um rapaz com o qual Keiko tem algumas afinidades. Não será então aconselhável para ambos um relacionamento? Este é o ponto de partida de Uma Questão de Conveniência, de Sayaka Murata, uma das vozes mais originais e talentosas da ficção contemporânea japonesa. O romance, que foi traduzido em mais de vinte países e vendeu 650 000 exemplares no Japão, é o retrato de uma heroína deliciosa que promete ser tão memorável como Amélie Poulain. Espero que gostem.

Loja de Conveniência K 3D (2).jpg

 

3 comentários

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    ASeve 25.02.2019

    E que me dizes aos títulos dos livros do António Lobo Antunes? ao fim e ao cabo, os títulos, estão de acordo com os livros em si (praticamente indecifráveis; exceptuam-se os três primeiros e os livros de crónicas).
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    António Luiz Pacheco 25.02.2019

    Ó Seve… isto dos títulos dá pano para mangas e até me apaixona!!!!
    Tenho a impressão que os autores contemporâneos até trabalham mais o título que o enredo e a escrita do romance. Os títulos são sempre coisas muitíssimo elaboradas e depois o romance às vezes sai um quase fiasco. Falo dos portugueses, porque os anglo-saxónicos continuam a ser pragmáticos e objectivos.

    Repara , ainda há tempos aqui falámos numa obra icónica de J.D. Salinger - The catcher in the rye, cuja tradução à letra é o apanhador no centeio, mas que olhando ao tema do romance, não me parece nada bom o título: "À espera no centeio". Porém, acho que quem fez a escolha do título "A agulha no palheiro" compreendeu perfeitamente o romance e escolheu um título à altura!

    É que há traduções/retitulações (?) que na minha óptica desvirtuam e até agridem o original!

    Saudações pachecais!!!
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