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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

25
Nov16

Relembrar

Maria do Rosário Pedreira

O jornalista Joao Morales quer tirar muitos livros do esquecimento, uma vez que as livrarias já não coseguem mostrar senão as novidades e há títulos e autores que correm  o risco de não voltarem a ser lidos e falados, uma espécie de morte completamente imerecida. Vai daí criou uma actividade que decorre mensalmente na Livraria Almedina, ao Saldanha, em Lisboa, para a qual convida normalmente duas pessoas que ali vão partilhar com o público as suas leituras desde a infância e alguns livros que leram e dos quais já pouco gente se lembra. Sim, é uma espécie de «ressurreição» de obras literárias e, por isso, Morales chamou à iniciativa Recordar os Esquecidos (na qual já participei há coisa de um ano com João Paulo Cotrim e pilhas de livros). Amanhã às 18h00 quem vai estar a mostrar os seus livros equecidos são dois autores da nova geração: Nuno Costa Santos e Nuno Camarneiro. Vale a pena irmos ouvir os seus livros lembrados.

 

Recordar 26 Nov Internet.png

 

4 comentários

  • Sem imagem de perfil

    Beatriz Santos 25.11.2016

    ...e se tivessem bons preços vendiam-nos e desempatavam armazéns e caixotes.
    Essa é uma ideia adoptada nas escolas durante a semana da leitura: convidam-se pessoas normais e não ligadas à escrita (mas por vezes também há escritores) que contam como começaram a ler e por que razão são leitores; levam obras de que gostam particularmente e que, de alguma forma, as marcaram. É muito interessante, caso se saiba captar a atenção dos alunos e permite a gente que está fora do mundo escolar contactar com as tais pessoas que não lêem, não gostam de ler, nem de perder tempo com livros. Em regra, é uma boa surpresa para todos. Certa vez foi-me dado assistir a uma aluna do ensino nocturno que levou o Levantado do chão de Saramago. A senhora leu e comentou com exemplos várias passagens, comoveu-se até às lágrimas durante a leitura, pediu desculpa aos garotos e eles estavam sem voz, a beber o que contava. Foi muito bonito e tenho certeza que alguns foram ler Levantado do chão. Por vezes, a biblioteca da escola não tem as obras em apreço, o que é compreensível. Mas há sempre as bibliotecas municipais...e, quem sabe, alguns ouvintes mais motivados adquirem o livro.
    Talvez tenha divagado sobre o tema. Sorry.
    BFS
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    Puck 25.11.2016

    Don’t be sorry, Beatriz
    O primeiro livro que li do Saramago foi precisamente o “Levantado do chão”, que muito me abriu a pestana, estranho que era a essa ruralidade e realidade portuguesa.
    Penso que alguém, mesmo que não seja escritor, quando gosta muito acaba por contagiar.
    Há qualquer coisa de intrinsecamente genuíno que passa do leitor para o público e que por vezes até arrepia.
    E é isso que acaba por acontecer nesses eventos que referiu, ou talvez no evento como o de amanhã. Porque os livros são como as sementes, por vezes invisíveis mas continuam lá.
    Talvez requeiram mestria, para os plantar, talvez paixão ou tão somente persistência.
    Um pouco de silêncio, também.
    Tentei fazer um exercício, de que se tivesse que fazer uma lista ou escolher um, qual escolheria?
    Ser- me-ia muito difícil escolher, é tudo o que sei!
    E também quiçá porquê, este livro ficou-me sempre relacionado com sopa de beldroegas( tenho que o voltar a ler).
  • Sem imagem de perfil

    Beatriz Santos 26.11.2016

    ...e comer sopa de beldroegas - que não é uma sopa assim tão boa. Mas é tipica.
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