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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

12
Mai16

Self-Service

Maria do Rosário Pedreira

No jardim da Quinta das Conchas, em Lisboa, há uma mini-biblioteca, em forma de casinha de madeira, à espera de quem passe e queira ler qualquer coisa. Foi construída por Joaquim Sequeira, médico, que por lá passa todos os dias para ver se está tudo em ordem e diz que «qualquer pessoa pode abrir a porta e escolher um livro para ler. Não há registos nem prazos de leitura.» A caixa de madeira, com um pequeno telhado e duas portas de vidro, contém livros para todas as faixas etárias, replicando um modelo que apareceu nos Estados Unidos e ficou conhecido por Little Free Library (pequena biblioteca livre ou gratuita?). Em todo mundo já existem cerca de 36 000 bibliotecas como esta, e em Portugal estão referenciadas três: em Angra do Heroísmo, no Porto e a de Joaquim Sequeira, em Lisboa, à qual ele foi doando cerca de 800 títulos da sua biblioteca pessoal (a ideia era os livros serem devolvidos pelos leitores que os levavam, mas isso não tem acontecido). Junto dos livros, há também um caderno onde os leitores podem deixar mensagens, opiniões e até fazer pedidos. Quando perguntam ao médico o que o leva a construir um projecto assim, ele responde que é um bom hobby, que, de vez em quando, se sente uma espécie de D. Quixote. «Talvez as pessoas não imaginem, mas dar um livro e ver alguém satisfeito por ter um livro é uma coisa que nos derrete, e contra isso não há argumentos», explica.

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3 comentários

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    António Luiz Pacheco 12.05.2016

    Tem razão... pena é, haver quem pelos vistos aproveite para se locupletar dos livros dele, que todavia não desanima.

    Eu nisso sou muito avaro... como já disse, pura e simplesmente não empresto livros!
    Saudações egoístas cá da Cidade Morena!
  • Sem imagem de perfil

    Emílio Gouveia Miranda 12.05.2016

    Bom dia, Caro Amigo.

    Também sou muito cioso dos meus livros. Não gosto muito de os emprestar... Por isso considero estas iniciativas, altruístas, muito louváveis. Roubem, mas leiam-nos! - é o que se pode dizer. Um abraço desta terra à beira Tejo plantada.
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