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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

28
Jan19

Sonho e caos

Maria do Rosário Pedreira

Portugal, Verão Quente de 1975. A fervilhante Revolução dos Cravos deu subitamente lugar a um imenso caos social e político; o País, em plena convulsão, está à beira da guerra civil. O poder disputa-se nos quartéis, nas ruas, nos campos, nas fábricas… O velho império de Quinhentos agoniza, com a independência das colónias e o êxodo de centenas de milhares de pessoas que regressam à velha metrópole. Entre estas, vêm também africanos num exílio forçado, imposto pela guerra e pela instabilidade, sobretudo de Angola. Esta é a história de um punhado desses homens em busca da sua identidade e de um lugar, num Portugal fragmentado que desconhecem. Operários de estradas labutam de sol a sol; estão fora e dentro do mundo, vivendo sob o manto de uma poeira que os torna fantasmas e sombras num teatro de mudança, cujo palco é um país que também parece andar à procura de si próprio. Às vezes choram, acreditam, lutam, apaixonam-se, perguntam que será feito dos que ficaram. Discreta e irónica, a presente narrativa, Homens de Pó, interroga o leitor sobre os limites da utopia e da realidade, e a importância da palavra e do sonho na construção das nossas vidas. E tem muito que ver com o que se anda a passar. É o último romance de António Tavares.

 

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