Tarrafal
Conheci o escritor cabo-verdiano Mário Lúcio Sousa em Brasília, no ano de 2010, num encontro sobre o futuro da língua portuguesa; e, na altura, ele confidenciou-me que tinha um romance concluído. Chamava-se O Novíssimo Testamento e foi o primeiro de sua autoria que publiquei na Dom Quixote. Uns anos mais tarde, chegava-me à mão, já com um prémio em cima, Biografia do Língua que, no ano seguinte, arrecadaria também o Prémio do P.E.N. para Narrativa. Estamos a apresentar hoje, na Livraria da Travessa, em Lisboa, às 18h30, o seu terceiro romance na Dom Quixote, O Diabo Foi Meu Padeiro, que fala sobre um assunto que interessará a muitos portugueses: o campo de concentração do Tarrafal. Publicado 45 anos depois do encerramento dessa terrível prisão, este é um romance que evoca todos os prisioneiros que por lá passaram... e também os carrascos, porque é fundamental lembrar para não repetir. A apresentação estará a cargo de João Soares. Apareçam.


