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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

18
Out16

Tristes reformas

Maria do Rosário Pedreira

Leio num jornal que os novos governantes do Brasil vão fazer reformas profundas no ensino médio. Infelizmente, pela voz do jornalista, parece-me que o país se vai virar para um ensino mais técnico e menos abrangente, privilegiando áreas ditas técnicas e científicas e suprimindo a obrigatoriedade do estudo da filosofia e das artes. Os alunos terão uma carga horária muitíssimo superior – passará das actuais 800 horas anuais para as 1400 (nem vão ter tempo para brincar os pobres) – justificada pelo facto de que, só estando na escola a tempo inteiro, com horário de profissional, o aluno terá possibilidade de aprofundar (e se especializar) em uma de cinco áreas: «linguagens [línguas?], matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional.» Pois, mas então porque é que, mesmo com tanto tempo passado dentro da escola, desaparecem dos programas a filosofia, a sociologia, as artes e a educação física, que passam a ser apenas disciplinas opcionais? Cá para mim, a mudança traz água no bico – e ensinar a pensar deixou de ser uma coisa boa, tal como dar largas à criatividade dos estudantes. Por todo o lado o mesmo, enfim. Tristes reformas.

2 comentários

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    Cláudia 18.10.2016

    Por exemplo sem generalizar equivale o bom gosto. Desde aplicar-se com distinção à estudar possibilita (em termos) o Brasil a cidadania ou, quiça por ventura fora a ilustre carteira escolar, carreira profissional em surgir outra(s) experiência(s) e, eventualmente absorverá este jovem a miúde; fruto antisocial aquém de usos e costumes e qualidades e lides produtivas, literalmente afetivas.
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