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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

13
Dez18

Viva a República

Maria do Rosário Pedreira

Todos sabemos que por cá a República foi bastante violenta naqueles anos longínquos em que se sucediam primeiros-ministros à velocidade da luz, se punham bombas, faltava o dinheiro, o caos era absurdo. Mesmo assim, o tempo que se seguiu foi bem menos caótico, mas muitas liberdades foram à vida… E é sobre liberdade que hoje vos falo, pois existe uma Escola Básica e Secundária em Lousada que funciona um pouco à maneira de um Parlamento no qual os jovens podem intervir e propor mudar algumas regras instituídas. O projecto – que valeu à dita escola a designação de Amiga da Criança – chama-se República dos Jovens e, entre outras coisas, esta República conseguiu a alteração do estatuto que regia a conduta dos alunos para algo mais próximo do que estes pretendiam. Todos têm voz, estão representados e têm voto na matéria, influenciando muitas vezes as decisões da direcção (que agradece a ajuda, porque há certas coisas que estão mal na escola mas os directores desconhecem por não andarem a brincar no pátio ou a comer no refeitório). Sentindo que confiam neles, os alunos não se armam em parvos pedindo o impossível, conscientes de que quem tudo quer tudo perde, e aprendem a reflectir, pesar situações, negociar, apelar à justiça. E a disciplina aumentou imensamente. Uma bendita República.

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